sábado, 15 de março de 2014

Jogo-Alfabetização-Psicopedagogia

Um pequeno texto que li, gostei e dá uma maior abrangência à compreensão da importância jogo, de como, para quê e o que fazer pela ótica psicopedagógica para alfabetizar e favorecer a aprendizagem em geral.
Bom proveito,Rosangela Vali.



O olhar psicopedagógico na alfabetização por meio do jogo

“A criança é um ser social que nasce com capacidades afetivas, emocionais e cognitivas. Tem desejo de estar próxima às pessoas e é capaz de interagir e aprender com elas de forma que possa compreender e influenciar seu ambiente” (RCNEI, 1998, p. 21 v. 2).

Como diz Nadia A. Bossa, 2007 apud Lino de Macedo, 1992, a psicopedagogia surgiu como instrumento para melhor compreensão do processo de aprendizagem.

A psicopedagogia estuda o ato de aprender e ensinar, levando sempre em conta as realidades interna e externa da aprendizagem, tomadas em conjunto. E mais, procurando estudar a construção do conhecimento em toda sua complexidade, procurando colocar em pé de igualdade os aspectos cognitivos, afetivos e sociais que lhe estão implícitos (Bossa, 2007 apud Maria M. Neves, 1992 p.10).

O atendimento psicopedagógico pode ser preventivo e clinico. No trabalho preventivo o psicopedagogo pode trabalhar com três diferentes níveis. O primeiro nível o psicopedagogo atua nas questões didático-metodológicas, na formação e orientação dos professores, além de acompanhamento com os pais. No segundo nível, ele vai tratar dos problemas de aprendizagem já instalados, criam-se planos diagnósticos da realidade institucional e elaboram planos de intervenção baseados nesse diagnostico, procura-se avaliar o currículo para não haver reincidência desses transtornos. No terceiro o objetivo é eliminar os transtornos já instalados na psicopedagogia clinica e todas as suas implicações. Ao eliminarmos estamos prevenindo o aparecimento de outros. 

Na alfabetização, quando o professor se depara com novas teorias toda equipe sente dificuldades. O psicopedagogo auxilia na compreensão dessas novas teorias e juntamente com os profissionais da escola trata de elaborar métodos de ensino compatíveis com as novas concepções acerca desse processo. Nesse momento corresponderia ao primeiro nível preventivo, auxiliar os professores incorporar novos conhecimentos e procedimentos metodológicos decorrentes (Bossa, 2007).

Ainda na alfabetização, se um determinado grupo, classe ou instituição sente algum transtorno na aprendizagem, o psicopedagogo atua no segundo nível preventivo, primeiramente a realização do diagnóstico do grupo e posteriormente a intervenção no processo didático metodológico em vigor. Nesse nível devem-se detectar as causas dos transtornos e encontrar meios para eliminar os mesmos. No terceiro nível o psicopedagogo deve tratar a dificuldade evitando o aparecimento de novos transtornos. 

Explica Bossa, 2007 apud Freud, V.XX, 1976 que o jogo é a atividade criativa e curativa, pois permite a criança reviver ativamente as situações cotidianas ensaiando na brincadeira suas expectativas da realidade.

Bossa, p. 109, 2007 apud Alicia Fernandes p. 165, 1990 aponta: “não pode haver construção do saber se não se joga com o conhecimento” o saber é a incorporação do conhecimento no fazer do individuo.

Bossa, p.110, 2007 apud Fernandes, p.171 1990 propõe a hora do jogo como estratégia para perceber a estrutura no ato de aprender. Bossa, 2007 apud Sara Pain, 1986 relata a aptidão da criança para os aspectos fundamentais da aprendizagem que são: criar, refletir, organizar e integrar.

Nesse processo o jogo é a estratégia de intervenção e possui um papel muito importante, mas a interpretação psicopedagógica também deve ser investigada e interpretada os elementos apresentados pelo atendido.

(...) dizia que para se desenvolver, a criança não devia apenas olhar e escutar, mas agir e produzir sobre a natureza. Ele considerava que o trabalho manual, os jogos e os brinquedos tinham uma função educativa básica. No seu trabalho docente, Froebel colocava em prática a “teoria do valor educativo do brinquedo e do jogo” (Fronza, 2005 apud Arce, 2002, pg.60).


Atividades Lúdicas na perspectiva educacional

No livro Trabalhando com recreação de Cavallari e Zacharias, 2003 percebemos a diferença entre a brincadeira e o jogo. O brincar é a atividade principal da criança, por isso ela simplesmente acontece e continua enquanto houver motivação e interesse. As brincadeiras nem sempre apresentam evolução regular, pois não há formalidade. Podem sofrer modificações e conseqüências imprevisíveis, se a brincadeira for individual não possui regras, mas se forem grupo sugere regras.

A brincadeira proporciona alegria liberdade e contentamento, é a atividade tipicamente humana. Segundo Froebel o brincar é a ação livre da criança, ao brincar ela transforma e transfere suas ações simbólicas ao mundo real.

Os jogos possuem elementos indispensáveis para o processo de aprendizagem, pois propicia novos desafios e incentiva a descoberta, a criatividade e a criticidade, desperta o imaginário ampliando conhecimentos, desbloqueando aprendizagem aprisionada facilitando esse processo tornando-o prazeroso. O brinquedo é o objeto suporte para a brincadeira que estimula o imaginário infantil.

A brincadeira é a ação que a criança desempenha ao concretizar as regras do jogo, é o lúdico em ação. Já o jogo não se confunde com o brinquedo nem com a brincadeira.

O jogo carrega a construção do conhecimento podendo nem sempre ser agradável, é ação do indivíduo sobre a realidade com simbolismo reforça a motivação, possibilitando um sistema de regras que define perda ou ganho que muitas vezes pode gerar sentimentos de frustração angústia, insegurança, por isso a necessidade de um mediador para equilibrar esses sentimentos e construir o aprendizado.

Segundo Nallin, 2005, pg. 8 apud Almeida, 1992 é “necessário que o educador se conscientize de que ao desenvolver o conteúdo programático, por intermédio do ato de brincar, não significa que está ocorrendo um descaso ou desleixo com a aprendizagem do conteúdo formal”, e sim está trabalhando o processo de conhecimento da criança de forma agradável e significativa. 

“Não acreditamos que existam atividades específicas para determinadas faixas etárias”. Todos os jogos e brincadeiras podem ser adaptados para um bom aproveitamento nas atividades, desde que sejam respeitadas as características individuais do grupo/faixa etária. Observamos alguns jogos e brincadeiras.

4 comentários :

  1. Olá amiga!
    Vim fazer uma visita, desculpe a demora para aparecer estive sem net, estava com o moldem do celular, não dava para visitar os blogs, desculpe a demora. Espero não ter mais problema o provedor da minha cidade.
    Muito bom seu texto, estou trabalhando mais ou menos isso com meus alunos do Normal médio, vou salvar! Obrigada por compartilhar.


    A vida é uma passagem
    De momentos vividos...
    Onde realizaremos uma viagem
    A um lugar que por
    Deus seremos dirigidos”.
    Fiquem com Deus, que seu Domingo seja abençoado e que o início de semana feliz e que seus desejos sejam realizados.
    Abraços da amiga Lourdes Duarte
    http://professoralourdesduarte.blogspot.com.br/
    http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/

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  2. Minha Amiga.
    Hoje venho agradecer sua visita fiquei muito feliz
    com seu comentário.
    Cada visita que recebo é importante principalmente
    uma pessoa carinhosa como você querida.
    Até parece que sentiu que no momento estou
    passando por momentos bem frágil .
    Deus sempre coloca pessoa especial
    Que mesmo sem saber nos conforta.
    Uma semana abençoada beijos,Evanir.

    a

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  3. Rosangela, parabéns pelo texto!
    Adorei!!!
    Tem mais informações sobre esse mesmo tema?
    Alguma atividade em específico para se trabalhar com adolescentes?

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    Respostas
    1. Oi Bruna!
      Esse tema é amplo e tem muito material em acervo literário e blogs educacionais. Acredito que consultar e pesquisar é fundamental e favorece à obtenção de mais material e informações específicas.
      Bom proveito, bom trabalho!
      Abraço!

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Obrigada pela visita!
Um abraço, Rosangela

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Na aventura de aprender de nossas crianças e jovens,
pais e professores são a bússola para o caminho de
descobertas e aprendizagens significativas e felizes.
(Rosangela Vali - Pedagoga e Psicopedagoga)

"Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais".

(Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH)

MotivAÇÃO FAZ BEM!

Hoje Acordei Para Vencer! A automensagem positiva logo pela manhã é um estímulo que pode mudar o seu humor, fortalecer sua autoconfiança e, pensando positivo, você reunirá forças para vencer os obstáculos. Não deixe que nada afete seu estado de espírito. envolva-se pela música, cante ou ouça. Comece a sorrir mais cedo. ao invés de reclamar quando o relógio despertar, agradeça a Deus pela oportunidade de acordar mais um dia. O bom humor é contagiante: espalhe-o. Fale de coisas boas, de saúde, de sonhos, com quem você encontrar. Não se lamente, ajude as outras pessoas a perceber o que há de bom dentro de si. Não viva emoções mornas e vazias. Cultive seu interior, extraia o máximo das pequenas coisas. Seja transparente e deixe que as pessoas saibam que você as estima e precisa delas. Repense seus valores e dê a si mesmo a chance de crescer e ser mais feliz. Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito. Torne suas obrigações atraentes, tenha garra e determinação. Mude, opine, ame o que você faz. Não trabalhe só por dinheiro e sim pela satisfação da "missão cumprida". Lembre-se: nem todos têm a mesma oportunidade. Pense no melhor, trabalhe pelo melhor e espere pelo melhor. Transforme seus momentos difíceis em oportunidades. Seja criativo, buscando alternativas e apresentando soluções ao invés de problemas. Veja o lado positivo das coisas e assim você tornará seu otimismo uma realidade. Não inveje. Admire! Seja entusiasta com o sucesso alheio como seria com o seu próprio. Idealize um modelo de competência e faça sua auto-avaliação para saber o que está lhe faltando para chegar lá. Ocupe seu tempo crescendo, desenvolvendo sua habilidade e seu tempo. Só assim não terá tempo para criticar os outros. Não acumule fracassos e sim experiências. Tire proveito de seus problemas e não se deixe abater por eles. Tenha fé e energia, acredite: Você pode tudo o que quiser. Perdoe, seja grande para os aborrecimentos, pobre para a raiva, forte para vencer o medo e feliz para permitir a presença de momentos infelizes. Não viva só para seu trabalho. Tenha outras atividades paralelas como: esportes, leitura... cultive amigos. O trabalho é uma das contribuições que damos para a vida, mas não se deve jogar nele todas as nossas expectativas de realizações. Finalmente, ria das coisas a sua volta, ria de seus problemas, de seus erros, ria da vida: "A gente começa a ser feliz quando é capaz de rir da gente mesmo". (Autor desconhecido)

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(Rosangela Vali - Pedagoga e Psicopedagoga)


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