sábado, 23 de março de 2013
Criatividade com ARTERAPIA
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Aprendizagem e Arteterapia
adolescentes e adultos com dificuldades de aprendizagem.
Atender pessoas com dificuldades de aprendizagem requer que o psicopedagogo tenha uma sólida formação teórica, um espaço psicopedagógico de trabalho terapêutico, que permita a leitura do não dito que se manifesta como sintoma.
É através do olhar e da escuta psicopedagógica, que o profissional identificará as armadilhas que estão presentes na singularidade do sujeito, na sua relação com o conhecimento.
Caberá ao psicopedagogo ajudar o paciente derrubar barreiras, reconstruir estruturas, ressignificar seus conflitos, possibilitar um novo começo de um ser autônomo, construidor da sua própria historia.
Para tal complexidade de trabalho o psicopedagogo deverá formar-se continuamente, não perdendo de vista que a Psicopedagogia atua numa área cujo potencial de análise e intervenção é amplo e por se tratar de um espaço transdiciplinar poderá mediar as diversas áreas afins com complementaridade.
O campo da psicopedagogia deverá ser visto dentro do circuito razão, afeto; objetividade, subjetividade; diversidade cultural, pluralidade dos indivíduos.
Para o psicopedagogo todo paciente é um desafio a ser enfrentado, tentar esclarecer os múltiplos aspectos do fenômeno da não aprendizagem,aprender as relações transitórias e mutantes do mesmo, levar em conta a linguagem verbal e não-verbal, escolher o recurso a ser utilizado, não é tarefa fácil.
Na qualidade de terapeuta da aprendizagem, na minha prática clínica faço uso de diferentes expressões artísticas como pintura, escultura, dança música, poesia. Tendo como referência a arte, no sentido mais restrito do termo, como manifestação do ser humano, caminho de autoconhecimento, de comunhão com o mundo e de expressão do mundo, optei pelo potencial terapêutico da Arteterapia, acreditando que as manifestações artísticas mobilizam, facilitam e promovem processos de expansão de consciência e transformações interiores.
A prática da Arteterapia me possibilitou entender, que os pacientes mostram-se menos resistentes, e gradualmente as manifestações vão orientando a terapia na direção dos problemas, que originaram a indicação inicial.
As vivências das manifestações artísticas facilitam a decifração do mundo interno e as fronteiras entre o mundo interno-imaginário e o mundo concreto são mais facilmente transponíveis.
Nestas vivências, a energia psíquica através da objetivação de imagens simbólicas, promove a transferência de energia de um nível para o outro.
Através da cuidadosa escolha de materiais expressivos e das estratégias que favorecem transformações não perco de vista, que os processos de criação são singulares e regidos por princípios universais e arquetípicos.
Isto faz com que eu consiga entender melhor o que se passa com os pacientes, resgatando e ampliando seus núcleos saudáveis.
Para isto se efetivar, o entendimento do que se passa com eles onde está depositado o seu “não aprender”, amplio o contato com o seu mundo sócio-cultural.
No encontro com suas famílias tomo o cuidado de entender a linguagem e os símbolos que utilizam, crio um espaço arteterapeutico facilitador do diálogo,ofereço a eles tarefas criativas para que elaborem experiências
colaborativamente.
Observo que desta forma ocorre uma expansão do processo de falar sobre o “não dito” abre-se a narrativa e o diálogo terapêutico se realiza.
As transformações no núcleo familiar decorrem do movimento que se instala durante o processo de contato com as vivências artísticas e criativas.
Os conteúdos do inconsciente de cada indivíduo emergem e se integram ao próprio eu e, todo o núcleo familiar mergulhado no próprio inconsciente retiram dele a matéria prima para o auto conhecimento e do conhecimento das relações mútuas.
Este movimento propicia a conexão, a consciência, não só de conflitos, mas das riquezas e possibilidades que sempre estão presentes numa relação familiar.
A título de ilustração do que foi escrito acima faço um recorte de um caso clínico. Trata-se de um paciente adolescente, de 15 anos de idade, filho adotivo, de pais separados, cuja queixa trazida pelos pais foi: “ parece um adolescente perdido, é inteligente,mas não vai bem na escola, tira notas baixas, será que ele tem algum problema na cabeça que a gente não saiba?”
Durante o diagnóstico psicopedagógico Carlos (nome fictício) insistia em desenhar uma figura masculina cujas mãos se assemelhavam a pés. Ora a figura era sua representação, ora do seu pai.
No encontro da família num determinado momento do tratamento, diante de inúmeros materiais expostos na sala, o pai optou por fazerem juntos uma maquete da danceteria que o filho freqüentava, todos concordaram.
Na construção da maquete pai e mãe puderam elaborar alguns dos conflitos existentes entre eles; a mãe dizia que o pai nunca estava presente e não sabia nada sobre o filho; pai e filho mostraram à mãe onde ficava o palco, a entrada da danceteria e o lugar seguro que ele gostava de ficar dançar ou ficar olhando as meninas.
O pai várias vezes queria usar um material e imediatamente a mãe discordava e chamava o filho a concordar com ela. Este estava literalmente sem saber onde colocar “seus pés e suas mãos” não sabia o que decidir.Se concordava com o tipo de material que o pai propunha, a mãe olhava- o com represália; se concordava com o material que a mãe indicava era o olhar de reprovação do pai que recebia; o impacto permanecia por muito tempo e algumas vezes intervi tornando a situação mais confortável para Carlos.
Terminada a elaboração artística coletiva, todos ficaram satisfeitos com o resultado da obra. Abrindo o diálogo puderam falar o que sentiram e numa situação de ativação do inconsciente o paciente pode dizer aos pais “Eu não sei mais o que fazer eu quero ir a pé à danceteria e você não me deixa, dirigindo-se a mãe; para o pai disse:- eu não gosto quando você entra e fica lá conversando com as meninas.
Carlos pode dizer o que sentia e foi escutado, certamente seus pais também tiraram desta vivência artística material para a construção do seu autoconhecimento e as relações familiares transformaram-se.
Depois numa outra situação de atendimento clínico ele pode reelaborar as figuras masculinas já com os pés e as mãos nos seus devidos lugares.
Enfim estas vivências artísticas tanto individuais como coletivas tem um poder enorme de intensificar a elaboração simbólica, ativando a raiz arquetípica dos símbolos, mobilizando dimensões pouco acessíveis as palavras.
RESULTADO EM AÇÂO!


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"Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais".
(Peça de teatro: Vozes da Consciência,BH)
MotivAÇÃO FAZ BEM!
Hoje Acordei Para Vencer! A automensagem positiva logo pela manhã é um estímulo que pode mudar o seu humor, fortalecer sua autoconfiança e, pensando positivo, você reunirá forças para vencer os obstáculos. Não deixe que nada afete seu estado de espírito. envolva-se pela música, cante ou ouça. Comece a sorrir mais cedo. ao invés de reclamar quando o relógio despertar, agradeça a Deus pela oportunidade de acordar mais um dia. O bom humor é contagiante: espalhe-o. Fale de coisas boas, de saúde, de sonhos, com quem você encontrar. Não se lamente, ajude as outras pessoas a perceber o que há de bom dentro de si. Não viva emoções mornas e vazias. Cultive seu interior, extraia o máximo das pequenas coisas. Seja transparente e deixe que as pessoas saibam que você as estima e precisa delas. Repense seus valores e dê a si mesmo a chance de crescer e ser mais feliz. Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito. Torne suas obrigações atraentes, tenha garra e determinação. Mude, opine, ame o que você faz. Não trabalhe só por dinheiro e sim pela satisfação da "missão cumprida". Lembre-se: nem todos têm a mesma oportunidade. Pense no melhor, trabalhe pelo melhor e espere pelo melhor. Transforme seus momentos difíceis em oportunidades. Seja criativo, buscando alternativas e apresentando soluções ao invés de problemas. Veja o lado positivo das coisas e assim você tornará seu otimismo uma realidade. Não inveje. Admire! Seja entusiasta com o sucesso alheio como seria com o seu próprio. Idealize um modelo de competência e faça sua auto-avaliação para saber o que está lhe faltando para chegar lá. Ocupe seu tempo crescendo, desenvolvendo sua habilidade e seu tempo. Só assim não terá tempo para criticar os outros. Não acumule fracassos e sim experiências. Tire proveito de seus problemas e não se deixe abater por eles. Tenha fé e energia, acredite: Você pode tudo o que quiser. Perdoe, seja grande para os aborrecimentos, pobre para a raiva, forte para vencer o medo e feliz para permitir a presença de momentos infelizes. Não viva só para seu trabalho. Tenha outras atividades paralelas como: esportes, leitura... cultive amigos. O trabalho é uma das contribuições que damos para a vida, mas não se deve jogar nele todas as nossas expectativas de realizações. Finalmente, ria das coisas a sua volta, ria de seus problemas, de seus erros, ria da vida: "A gente começa a ser feliz quando é capaz de rir da gente mesmo". (Autor desconhecido)
Dicas de FAZER o BEM faz BEM!
Aprender no Coletivo!
"Quanto mais rica
a experiência humana,
tanto maior será
o material disponível
para a imaginação e
a criatividade".
(Lev S. Vygostsky)

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