quinta-feira, 26 de maio de 2016

Linguagem Oral X Linguagem Escrita

Observar, acompanhar e avaliar a linguagem oral é fundamental para pais, professores e especialistas na área de aprendizagem. Fica a dica e o texto que considero bem relevante.

Meu filho fala "elado!"

Cebolinha, o famoso personagem de Mauricio de Sousa, é bem conhecido pela sua forma de falar “elado”. Cebolinha quando fala, troca o R pelo L. Assim como o personagem, muitas crianças podem apresentar este tipo de alteração.
É comum o Fonoaudiólogo receber em seu consultório, uma criança na idade pré-escolar ou escolar, cuja queixa é a fala. Essa queixa pode ser analisada de várias formas, pois pode ser que a criança não fale, ou fale pouco, ou fale errado, trocando os sons, ou fale distorcendo os sons e assim por diante. Antigamente, todas as crianças que apresentavam uma alteração de fala, eram consideradas como tendo o mesmo problema, um distúrbio articulatório. Atualmente, não é mais assim, quando recebemos uma criança cuja queixa da família é a fala, é importante compreender e identificar as características de cada alteração, para que desta forma, uma conduta terapêutica específica e apropriada seja planejada para cada caso.

Neste artigo, pretendo explicar o que é o Distúrbio Fonológico ou Transtorno Fonológico, que é a dificuldade apresentada pelo Cebolinha.

Transtorno Fonológico é uma dificuldade de fala, caracterizada pela produção inadequada dos sons. Cada Língua possui um repertório de fonemas (sons) que são adquiridos e aprendidos gradativamente pela criança. Dizemos que uma criança apresenta um Transtorno Fonológico quando ela não adquiriu os sons esperados para sua idade ou quando ela apresenta trocas e omissões de sons que não são esperadas no desenvolvimento normal. Esta alteração pode gerar uma ininteligibilidade de fala (fala de difícil de compreensão), de grau variado. Quanto mais grave o transtorno fonológico, mais difícil será para entender o que a criança fala. Estas alterações interferem no rendimento escolar, profissional e na comunicação social.

O Fonoaudiólogo é o profissional habilitado para realizar o diagnóstico do Transtorno Fonológico. A criança ou adolescente deve ser submetido a uma avaliação completa de linguagem, fala e audição. Devem ser aplicadas provas de nomeação, imitação e de fala espontânea, para se obter uma amostra do sistema fonológico, na qual todos os fonemas da Língua deverão ser analisados.

Transtorno Fonológico & Dificuldade de Aprendizagem
Uma das principais preocupações do Fonoaudiólogo é a grande chance que as crianças com diagnóstico tardio de Transtorno Fonológico têm de apresentar dificuldades no processo de alfabetização. As alterações observadas na fala podem ser transpostas para a leitura e a escrita e com isso, afetar o rendimento escolar. Por isso, é muito importante o diagnóstico e o tratamento precoce.
 
Dúvidas freqüentes: até que idade algumas trocas são esperadas?
 Trocar o Ca por Ta: caiu: “taiu”: até 3 anos;
 Trocar o Ga por Da: gato: “dato”: até 3 anos;
 Trocar o Ta por Ga: tatu: “gagu”: até 3 anos e meio;
 Trocar o R por L: morango: “molango”: 3 anos e meio/4 anos;
 Trocar o cha pelo sa: “Suva” para chuva: até 4 anos e meio;
 Omissão de encontros consonantais: blusa: “busa”; prato: “pato”: até 6 anos e meio/ 7anos;

Algumas trocas não fazem parte do desenvolvimento normal e quando acontecerem devemos ficar bem atentos e procurar um Fonoaudiólogo para avaliação. Alguns exemplos:

V por F: “ufa” para uva; “faca” para vaca;
G por Ca: “cato” para gato; “calo” para galo;
B por P: “pola” para bola; “pepê” para bebê;
D por T: “teto” para dedo; “tato” para dado;
Z por S: “cassa” para casa; “assul” para azul;
J por Ch/X: "chanela" para janela; 

Estas trocas são conhecidas como ensurdecimentos (são fonemas sonoros que passam a ser produzidos como fonemas surdos, ou seja, a criança deixa de fazer a vibração laríngea). Estas trocas necessitam de intervenção terapêutica e se não forem corrigidas, podem afetar o desempenho escolar (a criança poderá escrever da forma como ela fala).
Falar errado não pode ser “bonitinho” ou “engraçado”. Com o tratamento adequado, é possível superar estas dificuldades.

Texto elaborado por:  Dra.Elisabete Giusti

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