quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O jogo numa perspectiva pedagógica



Texto para reflexão ( Rosangela L.  Scheuer )


     O  espaço do jogo permite que a criança, o adolescente e até mesmo o adulto realize tudo o que deseja. Quando entretidos em um jogo, o indivíduo é quem quer ser, ordena o que quer ordenar, decide sem restrições.Graças a ele, pode obter a satisfação simbólica do desejo de ser grande, do anseio em ser livre.Socialmente, o jogo impõe o controle dos impulsos, a aceitação das regras, mas sem que se aliene a elas, posto que são as mesmas estabelecidas pelos que jogam e não impostas por qualquer estrutura alienante. Brincando com sua espacialidade, a criança se envolve na fantasia e constrói um atalho entre o mundo inconsciente, onde desejaria viver, e o mundo real, onde precisa conviver. Para Huizinga, o jogo não é uma tarefa imposta, não se liga a interesses materiais imediatos, mas absorve a criança, estabelece limites próprios de tempo e de espaço, cria a ordem e equilibra ritmo com harmonia.
     A proposta dos jogos prevê uma maior aproximação da criança aos conteúdos matemáticos e lingüísticos neles envolvidos e o desenvolvimento de atitudes favoráveis à aprendizagem desses conteúdos. Parece-nos evidente que, ao se desejar intervir nas estratégias da criança no momento do jogo, deve-se ter uma visão clara, fundamentada cientificamente e precisa das necessidades do sujeito, e seja qual for a reflexão adotada entre aluno-pedagogo não se deve deixar de considerar as atitudes do aluno como um dos focos principais a serem explorados.
      Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) dizem que,
... no jogo, mediante a articulação entre o conhecimento e o imaginado, desenvolvem- se o autoconhecimento – até onde se pode chegar – e o conhecimento dos outros – o que se pode esperar e em que circunstâncias. (...)
(...) Por meio dos jogos as crianças não apenas vivenciam situações que se repetem, mas aprendem a lidar com símbolos e a pensar por analogia (jogos simbólicos): os significados das coisas passam a ser imaginados por elas.(Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997, p. 90.)
     O jogo numa perspectiva pedagógica não dará muita atenção aos resultados e sim aos meios que a criança chega ao final do mesmo.
     Esta análise dos meios será feita de diversas maneiras como, por exemplo, a análise a partir dos erros no momento das jogadas.




Castorina (1984/1988), diz que

... um erro corrigido (pela própria criança) pode ser mais fecundo que um acerto imediato, porque a comparação de uma hipótese falsa e suas conseqüências fornece novos conhecimentos, e a comparação entre dois erros dá novas idéias.(Castorina, 1984/1988, p. 80.)
      Entendemos com isto que há uma proposição de correção do próprio erro mediante aferição do pedagogo no momento da jogada.
          O erro numa visão pedagógica é levado em conta no momento em que acontece. A criança não deve ser deixada só para tentar como num passe de mágica, descobrir seu próprio erro, isto não existe. Muitas vezes o profissional interfere com a criança, ela não jogará só, como foi proposto nessa mentalidade de anos passados.
     Não pode ser, o erro pelo erro e sim o erro por uma hipótese reflexiva na jogada ou até mesmo conteúdo.
     O jogo, em seu sentido integral, é o mais eficiente meio estimulador das inteligências.

Referências bibliográficas:
 www.psicopedagogia.com.br (Artigo: O valor psicopedagógico do jogo – Luciano Aparecido da Rosa - 2001)
ANTUNES, Celso - Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências – 8a edição – Editora Vozes – Petrópolis - 2000









O processo de alfabetizar é apaixonante, antes de tudo é um ato de amor, coragem e persistência. Pelo simples e talvez o mais gratificante fato de permitir ao ser pensante a liberdade de construção da sua própria história. 





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